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Projetos · 3 de novembro de 2026

Fala e fotografa: a ordem de serviço sai pronta

Para quem faz reparos e não registra nada: um aplicativo em que a pessoa fala e fotografa em campo, sem digitar, e no fim do mês sabe quanto ganhou, quanto gastou e qual trabalho vale mais a pena. Em teste com o cliente.

O que era

Um profissional que faz reparos em casas e dá preço fechado por serviço. Ele não registrava nada: não sabia quanto tempo levou cada serviço, quanto gastou de material, quanto sobrou no fim do mês nem qual tipo de trabalho rendia mais. Digitar em campo estava fora de questão.

O que foi feito

Um aplicativo de celular, ainda em teste com ele, em que o registro acontece falando e fotografando:

  • Em campo: ele fala o que fez e fotografa o serviço e o material; a IA transcreve e organiza em um registro por conserto, com tipo, nome e preço próprio, do jeito que ele já cobra.
  • O cronômetro corre escondido, para não pressionar quem está executando, e ao encerrar mostra o tempo gasto: ele não calcula a cobrança, porque o preço é fechado; ele mede se o preço valeu a pena.
  • O dinheiro fica em uma aba própria, que ele abre quando quer, para ninguém por perto ver o faturamento.
  • Visita de correção: quando ele volta para refazer algo, marca como retrabalho, e o aplicativo trata o custo conforme a falha foi dele ou de alguém da equipe.

As regras vieram de um questionário respondido pelo próprio cliente, com as palavras dele, e nada entrou no aplicativo que não estivesse lá.

O que mudou

Ainda em teste. O que já mudou é a pergunta: em vez de "quanto cobrar por hora", o aplicativo responde "esse preço fechado valeu a pena?", que era o que ele queria saber.

O que fica como lição

O cliente sabia exatamente o que precisava; o que faltava era alguém perguntar e escrever. A regra mais importante do projeto (o cronômetro não calcula a cobrança) estava errada até a conversa em que ele explicou como dá preço.

Renata Martins Marchese, cientista de dados há dez anos. Consultoria de IA pela RMM. Quem sou.

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