Projetos · 3 de novembro de 2026
Uma plataforma construída, outra destravada
Dois casos de quem precisa de um sistema e não tem equipe de tecnologia: uma plataforma de projetos para uma associação de voluntárias, e o diagnóstico de uma plataforma que alguém começou com IA e não consegue mais avançar.
O que era
Dois casos diferentes com a mesma origem: ninguém na organização era de tecnologia.
No primeiro, uma associação de pacientes, mantida por voluntárias, dividia projetos e tarefas em planilhas e grupos de WhatsApp. Ninguém sabia, em um lugar só, o que estava em andamento, com quem e até quando.
No segundo, o dono de uma empresa de saúde construiu a plataforma dele conversando com uma ferramenta de IA que gera sistemas inteiros. Ela chegou a um ponto em que o pagamento não virava matrícula, os formulários davam erro e cada tentativa de corrigir pela IA quebrava outra coisa.
O que foi feito
- Para a associação: uma plataforma de projetos e tarefas, no ar, em que cada projeto tem responsável, prazo e tarefas, e cada voluntária vê o que é dela. Construída com IA e feita para quem não é de tecnologia.
- Para a empresa de saúde: uma consultoria técnica. A RMM leu o código gerado, escreveu o diagnóstico do que estava quebrado e por quê, colocou preço nos dois caminhos (corrigir o que existe ou migrar) e entregou folhas de correção que o próprio dono consegue executar, com o prompt pronto e a forma de conferir. A RMM não mexeu no sistema dele: entregou documentos, e a execução ficou com quem responde pela plataforma.
O que mudou
Na associação, o que está em andamento, com quem e até quando passou a estar em um lugar só, em vez de espalhado entre planilhas e conversas. Na empresa de saúde, o dono passou a saber o que estava quebrado e quanto custava cada caminho, em vez de tentar de novo pela IA às cegas.
O que fica como lição
Uma ferramenta de IA que gera um sistema inteiro resolve o começo e cobra no meio: quando o sistema cresce, alguém precisa ler o que foi gerado e decidir. Construir do zero ou destravar o que existe, a pergunta é a mesma do diagnóstico: o que vale a pena fazer.
Renata Martins Marchese, cientista de dados há dez anos. Consultoria de IA pela RMM. Quem sou.