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Projetos · 3 de novembro de 2026

Um aplicativo para crianças que ainda não leem

Um aplicativo para as crianças da família: cantinho da calma com voz, quadro de rotina visual, jogos por tema e um diário para os pais, feito para quem ainda não lê.

O que era

Três crianças na família, de dois a cinco anos, e duas casas. As mães queriam um lugar só para três coisas que viviam espalhadas: um recurso para a criança se acalmar quando o dia aperta, um quadro de rotina que ela entenda sozinha e jogos que combinem com a idade e com o interesse de cada uma.

O que foi feito

Um aplicativo que abre no celular ou no tablet, pelo navegador, e pode ser instalado na tela inicial:

  • Cantinho da calma: uma meditação curta, guiada por voz em português, com respiração e um tema que a criança escolhe. Pensado para o momento em que ela precisa parar.
  • Quadro de rotina visual: os passos do dia em ícones, na ordem, para a criança marcar o que já fez. Nada depende de leitura.
  • Jogos por tema e por idade: espaço, dinossauro, abelha, avião, e dois modos. Para a menor, causa e efeito, sem acerto e erro; para os maiores, jogos com nível.
  • Área dos pais: cada família vê só as próprias crianças, escolhe os temas, acompanha a rotina e mantém um diário.

A IA entrou na construção: o aplicativo foi escrito, testado e corrigido com ela, inclusive a parte da voz. O que a criança vê não depende de nenhum serviço de IA ligado; funciona sem internet depois de instalado.

O que mudou

As duas famílias usam o aplicativo com as próprias crianças. A criança navega sozinha, só com ícone, cor e voz, entre a calma, o quadro de rotina e os jogos.

O que fica como lição

Para uma criança que não lê, cada tela precisa funcionar só com ícone, cor e voz. A regra mais importante do projeto foi essa, e ela veio da mãe, não da tecnologia.

Renata Martins Marchese, cientista de dados há dez anos. Consultoria de IA pela RMM. Quem sou.

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